Presenciei mais um show do Arch Enemy. Dessa vez, de pista. Não sei se resenha de fã vale (haha), mas vamos lá:

É a segunda vez que vejo a banda: compareci na turnê do Khaos Legions, em 2012, também no Carioca Club, em São Paulo, tinha sido meu presente/”viagem” de formatura do 3º ano (convenhamos, não é muito meu tipo ir para micaretas em Porto Seguro), a Angela e o Nick Cordle estavam na formação naquele show, o qual talvez foi o melhor que já assisti – ainda que eu estivesse de camarote.

Enfim, sábado foi dia de deixar a frescura de camarote  pista, até porque fui com meu irmão, e, quando compramos os ingressos, ele insistiu que deveríamos ir de pista. Pois bem, a melhor sugestão que ele deu.

Eu nunca tinha ido de pista em um show grande assim, e valeu cada momento, cada empurra, cada gota de suor.

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Look do dia – sem glamour – no banheiro do Habbib’s

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Um horns daora cortado e mal saberiam estes dois jovens que, ao fim do evento, cada um pegaria uma baqueta.

Entrei na casa umas 18h30, não sei com precisão os horários. Os caras do Imbyra, banda de abertura, estavam terminando de passar o som, ou algo assim. Fui logo comprar a blusa da turnê (show passado eu deixei pra comprar antes do show começar, só tinha as XGG, que acabou virando um vestido – literalmente – em mim), e, como de lei a cada show que vou, comprei a com a data das turnês nas costas (ainda que tivesse outros dois modelos muito bonitos, um raglã 3/4 com o Tempore Nihil Sanat, e outra lilás [sim!] com o Time Is Black). Confesso que fiquei em dúvida (nunca tinha visto blusa 3/4 de banda, e Time Is Black é uma música muito boa), mas segui o critério: data nas costas. Fui sem bolsa, então vesti por baixo do vestido que estava.

 

Logo fui para a muvuca da pista. Não demorou muito – ou eu não vi o tempo passar, eu realmente não estava apegada ao horário – para que os caras do Imbyra aparecessem no palco. Como estudante de Moda, não deixei de reparar no que vestiam – achei bem original irem pintados para o palco. Observei detalhes tipo os patches do colete do vocalista (porque, de alguma forma, é algo bem pessoal e pode vir a ser as bandas preferidas e/ou influências/inspirações), e adorei a luvinha sem dedo com logo da banda.

Gostei da sonoridade também: metalzão com vocais potentes, com bom uso dos pedais, riffs e solinhos bacanas, e uma boa linha de baixo. Eles tocaram com intensidade e paixão, têm um carisma absurdo com a plateia, e muita presença de palco. O show terminou com uma incrível rodinha que me fez parar mais perto ainda do palco (sério, sensacional dizer que a marca registrada da banda é uma roda ao fim do show).

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Agora, vamos finalmente ao show do Arch Enemy. As luzes se apagam e o Daniel Erlandsson surge na bateria. Eu fui uma das que não paravam de gritar, eu estava MUITO perto (considerando a outra vez, que tinha que me debruçar se quisesse ver a bateria, já que as caixas ficavam bem na direção). Depois apareceu o Michael Amott, seguido pelo Sharlee D’Angelo; do outro lado do palco, Jeff Loomis e uma gritaria acompanhando a cena toda. Com Tempore Nihil Sanat como soundtrack dessa cena.

Alissa White-Gluz brota já com um Enemy Within potente. Não quis olhar o setlist da turnê antes de ir ao show, me surpreendi com um play do Wages of Sin logo de primeira. Seguido de War Eternal, e aí sim eu senti o que é ir de pista, a galera fervia, e continuou fervendo com a faixa seguinte, Stolen Life. Achei o microfone da Alissa ligeiramente baixo – ou simplesmente poderia não estar acostumada com sua voz -, fato que despercebi ao final do show (ou aumentaram, ou acostumei com a voz).

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Dois mitos – Mike e Jeff

Depois, mais uma do Wages of Sin, Ravenous. Eu estava estranhando a falta da Angela, foi um pouco difícil não comparar com o show anterior. Mas, enfim, sensacional ouvir a galera selvagem cantando o refrão. Mais uma do novo álbum, No More Regrets, e assim que podíamos observar os fãs assíduos (tanto da Alissa, quanto do War Eternal). Em sequência, Taking Back My Soul e My Apocalypse, hinos da era Angela na voz da White-Gluz.

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Alissa, Sharlee, Jeff e um braço peludo.

 

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Para não dizer que não consegui uma foto só do Sharlee.

You Will Know My Name é a minha favorita do War Eternal (e parece ter sido escrita sobre a entrada da Alissa, mas enfim), e eu até estava achando a Alissa aparentemente simpática com o público, com uma presença notável. Reparei, indubitavelmente, como estudante de Moda, em todo o figurino da banda. Na roupa cheia de detalhes da Alissa – coletinho com vários patches, blusa navalhada presa na coxa (!), calça feita de algum tecido maleável, itens na coxa [um tinha a imagem do Doyle (?) e outro era como um cinto, com um corrente], luvinhas sem dedo, braceletes, suas incríveis “caneleiras” brilhantes e tênis – parecia confortável, não reparei no esmalte (hahaha shame on me!). As roupinhas do resto dos integrantes (não posso afirmar em relação ao Dani porque mal o vi :/) eram aparentemente iguais – camisa estilizada [turnê passada foi assim também] com alguma camiseta por baixo, calça com detalhes nas laterais [vi ilhoses?] -, com exceção do Mike, que tinha corrente pendurada no ombro esquerdo. E todos tinham a braçadeira <3 exceto a Alissa.

Fiquei muito feliz com Bloodstained Cross no repertório, e senti uma leve baixa dos ânimos por parte da galera em Burning Angel, mas nada que fosse consideravelmente perceptível.

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As The Pages Burn, Dead Eyes See No Future, e os fãs continuavam empolgados. Mas eu fui surpreendida, mais uma vez, com No Gods, No Masters. Sério, é uma das minhas favoritas (e foi uma soundtrack peculiar, mais abaixo já explico a razão), muito legal a inclusão de faixas do Khaos nessa turnê. Depois a brutal Dead Bury Their Dead – que, por sinal, também não esperava e acho igualmente sensa -, e o maior hino We Will Rise. A banda inteira parecia contente com a apresentação.

Para o encore, Snowbound clássico, com mitos a executando; forrou o terreno para Nemesis – outro clássico must have -, terminando com Fields of Desolation, que dá aquele arzinho de “aproveite esses últimos segundos de show”.

Tirei as fotos com o celular e com a câmera menor que uso para fotografar coisas mais simples (tipo as unhas e o Mestrecucando), confesso que fiquei com um receio de levar a Nikon para a pista. E tentei fotografar todos, mas foi impossível de tirar uma foto só do Dani, por motivos de: iluminação e Alissa (aparecia quando estava focando o baterista).

 

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Agora, vamos à parte br hue tr00: pegar a baqueta. Meu irmão (ele é baterista) tinha me dito que queria a baqueta, e quando vi, ao final da apresentação, que iriam jogar os itens (ir de pista tem dessas coisas, né?), eu logo o avisei e dei aquele impulso para frente, e o perdi de vista. Vi o Dani ali, naquela “extensão” de palco, e logo tentei ficar na mesma direção que ele o tempo todo. Ele jogou uma baqueta no lado esquerdo, e estava mais ou menos próximo de onde eu estava, conversou alguma coisa com o Mike, e jogou a baqueta sem olhar. Aquela muvuca de lei, até eu ver a parte que é assinada por ele na minha frente. Lembra que eu disse de No Gods, No Masters? Be strong, take this chance e depois de entender porquê nos ensinam a brincar de cabo de guerra durante a escola, consegui a baqueta. Não acreditei, e quase comecei a chorar, sério! (Too much emotions for me, I’m sorry) Enfim, eu não lembro de ter avisado para meu irmão que outra baqueta seria jogada, só sei que ele pegou outra baqueta também. E, segundo ele, as duas que pegamos são da mão esquerda.

 

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Mais um show do Arch Enemy em meu seen live da vida, e talvez o com mais emoção. E, se me perguntassem se valeu a pena… Sim, eu faria tudo de novo <3 (eu disse que discurso de fã não dá para levar em consideração…)

 

Setlist

Tempore Nihil Sanat
Enemy Within
War Eternal
Stolen Life
Ravenous
No More Regrets
Taking Back My Soul
My Apocalypse
You Will Know My Name
Bloodstained Cross
Burning Angel
As The Pages Burn
Dead Eyes See No Future
No Gods, No Masters
Dead Bury Their Dead
We Will Rise
- Encore-
Snowbound
Nemesis
Fields of Desolation (outro)

 

bcrown

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